Procurando ser como o rio que flui...


12/12/2008


Amor Sob medida

 

Passos indecisos, sem direção, ruas que me ocultam, disfarçam...

A Chuva cai, molha meu rosto. Misto de prazer e dor. A chuva é salgada.

Dói a falta de uma faísca, ávida do calor de sentir, por se deixar queimar...

Folhas caem de uma árvore indecisa, que não sabe se floreia ou deixa-se passar pelo tempo quieta, impacível, imóvel...

Suspiro... o vento desalinha meus pensamentos.

Um amor sob medida, submisso, de sujeição, amparado, protegido, dependente, rasga o peito, se instala, briga com a razão, o medo...

Medo do não sentir, da existência do nada...

Entrego-me ao prazer, ao delírio...

A loucura de sentir-se despojado de qualquer veste que disfarce o desejo gravado na carne, límpido, lúcido, voraz...

Sonho... Fantasia...

Um amor além da medida, incandescente, inconseqüente, submisso

 

Andreia Cecilia

11/12/2008

Escrito por Andreia Cecilia às 20h57
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18/10/2008


A capacidade de fazer sonhar...

     A minha professora me contava estórias de uma Alice no país das maravilhas, uma outra de uma tal baratinha que queria casar e outra ainda de um gato de botas longas que pulava de um lado para o outro... eu era cada um dos personagens.
     Ela me ensinava a cantar, tantas músicas de peixes, rodas e pés... e eu mal sabia aonde pôr as mãos para escrever.
     No quadro escrevia as vogais, aquelas letrinhas alegres, enfeitadas com casinhas, fazia delas uma família... que poderia ser a minha ou não.
     Gostava dela, da escola... ela não era a minha mãe... mas estava com ela a minha possibilidade de sonhar...
     Ela não possuía uma vara de condão como as fadas das estórias que contava... mas era a fada que eu precisava encontrar.
     Ela despertava em mim, muito mais do que um amontoado de letras despertaria... despertava a minha alma sonhadora... de vida, amor, experiência.
     Hoje ela é a personagem da minha estória, que conto aos meus alunos e amigos. Vejo que ela não era apenas um profissional formado num quadrado, fora do mundo real, moldado como aquele homem de lata.
     Era aquela que tinha o dom de fazer sonhar, com tantas letras e aventuras que a tornaram meu Mágico de Oz.

Autor: Jairo Rocha da Silva

Que possamos ser a fada, o pirata, o fantasma, o Mágico de Oz de nossos alunos. Educando e crescendo, crescendo e vivendo.
Despertando almas sonhadoras de amor, de vida. Pois educação é assim, vida no sentido mais autêntico da palavra.


Escrito por Andreia Cecilia às 10h02
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15/11/2007


“A jornada. O prazer está na jornada e não no seu destino.”

“A jornada. O prazer está na jornada e não no seu destino.”

Incrível como essa frase fez se agitar um turbilhão de sentimentos. Quem não assistiu ao filme “Poder além da vida”, assista-o!

Desde o dia 03/11 ao termino do filme tenho me questionado: “nada é por acaso?” Tenho considerado sinceramente que a jornada é mais importante que o destino.

Por que retornei ao banco escolar somente agora, depois de 10 anos? O destino que me propus chegar no inicio é tão importante quanto a jornada? O que farei ao chegar? O que farei ao chegar???

De todas as perguntas a ultima é a mais difícil de ser respondida e a que ignoro por completo sua resposta. Talvez tenha sido preciso retornar somente agora, reencontrar e encontrar pessoas especiais que tornaram essa jornada essencial.

O caminhar tem proporcionado “crescer”, e isso em todos os sentidos da palavra, nesse trilhar tenho amadurecido, aprendido, chorado, me descabelado, delirado, enlouquecido, e quantas vezes é preciso aprender a enlouquecer????

As tempestades, os dias ensolarados, os dias cinzentos trazem informações, reflexões e com eles conhecimentos, desânimo, ânimo, questionamento, partilha, egoísmo, doação.

            A incerteza da chegada e do que encontrar não tem sido constância, porém o que fazer com que encontrar é constante.

            Conversei com uma amiga sobre os questionamentos que plantei no coração, ela, porém me dirigiu um olhar que brilhava (06/11) e entoou um poema de amor pela educação, pelas dúvidas, incertezas, desequilíbrio que a realidade nos coloca. Em seu discurso para mais ou menos 20 alunas, eu vi seus olhos brilharem e bebi cada palavra como se fossem dirigidas a mim, encharquei-me, absolvi cada gesto, cada palavra, cada brilho.

            A minha jornada tem sido fantástica, e isso tem me dado um medo enorme. Medo do destino e toda responsabilidade que nele me espera. Medo do incerto, medo de não ser capaz de conservar a capacidade de querer e buscar novas informações. Medo da tarefa cumprida. Medo do distanciamento. Medo da ruptura... Medo de olhar o céu e não mais ver as estrelas, as nuvens de algodão. Medo de não fazer olhos brilharem... Principalmente, medo de não tocar o coração como o meu tantas vezes tem sido tocado.

 

Andreia Cecilia, procurando ser como o rio que flui...

 

Escrito por Andreia Cecilia às 15h01
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29/09/2007


 Pediram-me para escrever sobre a Internet, e eis que surgiu...

 

            A Internet uma das maravilhas da atualidade, tem como aspectos positivos a interação e a integração que você pode fazer com o mundo. Mesmo sem sair da sua casa ou escola você entra em contato, conhece, pesquisa a diversidade cultural de todos os povos. A Internet é uma ferramenta da pós-modernidade que leva e traz informações gerando ao seu usuário grandes possibilidades de conhecimento. Por meio da Internet eu posso ler e ver o mundo, pensar e refletir sobre ele, sobre as coisas que o cercam, aprofundando minha leitura de mundo.

            A Internet também traz consigo o universo dos sentimentos, posso fazer amigos, encontrar pessoas há tempo não vista, posso estar em São Paulo e conversar com alguém que esteja no Japão, sentir e matar as saudades, amar e sonhar...

            Embora a Internet seja carregada de significações positivas, ela também pode ser uma faca de dois gumes.

            Assim como instrumento que gera informações, ela pode ser usada como instrumento de crime (rackers).

            E como fonte de informação não pode ser a única fonte consultada, com a popularização da Internet, os livros, bibliotecas, podem cair em desuso, porém nada substituí a folha amarelada de um bom livro.

            Como também pode ser causadora de um dos males da sociedade, o isolamento, a depressão. Pela Internet eu posso, comprar, ler, conhecer o mundo, conversar, muitas pessoas acabam se isolando tendo o computador como seu parceiro constante.

            O homem precisa ter consciência que a inteligência da máquina é artificial e projetada por seres como ele. Ter suas compras e pagamentos facilitados por ela é bom, ter o mundo por meio de um click é ótimo, mas nada substituem o contato, o prazer de estar com o outro.

            A socialização entre os homens é insubstituível, nada é mais enriquecedor, nada pode trazer tantas informações, sensações e gerar conhecimentos significativos, nada pode ser tão gostoso.

 

Escrito por Andreia Cecilia às 08h31
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Irracional Vontade

Me encontro com o fundo da xícara,
de forma mítica,
como se absorvesse todas as verdades.
No gole do café,
nas notícias do rádio,
nas ofertas de carro,
procuro o silêncio que perdi
em mim mesmo.
Me sinto forasteiro
nas minhas próprias idéias.
Desejo viver odisséias,
sem jamais sair da mesmície.
Quero voar alto,
mas sem abandonar a superfície.
Quero amar,
mas não quero entregar meu coração.
E choro,
reclamo,
xingo,
praguejo,
pelo universo não se curvar
à minha irracional vontade.
Amo a liberdade,
quando tenho todos presos a mim.
E teimo em ser assim.
Um navio sem leme.
Uma frase sem vírgula,
repetindo o erro de interpretação
da vida...

Cristian Ribas 

Escrito por Andreia Cecilia às 08h12
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03/07/2007


Abrir os olhos, banho, beijo, café, pia, vassoura, pó, tanque, brinquedos, roupa, vassoura, pó...

Psiu! Escuta! “.. feito eu perdido em pensamentos sobre o meu cavalo...” uma lágrima, “...o meu pai foi peão, minha mãe solidão, meus irmãos...” outra lágrima... esforça-se para ouvir.

No rádio da vizinha, Renato Teixeira canta a vida e a fé de um peão em Nossa Senhora Aparecida.

Outra lágrima... sou transportada, sou levada a uma casa na roça, sem luz elétrica, mas com a luz do amor... sou eu correndo em quintal gigantesco, chão de terra batida, perfume de rosas, margarida, cravos, da fumaça que sai da chaminé...

Bola, corda, poeira... poeira boa... gritos, risos, gargalhadas, roupas sujas, pedra de talco, bola, corda, poeira, primos, irmãos, amigos... a biquinha... Ah! A biquinha!!! Correr, água fresca...

Uma idéia! Garapa! Novo movimento, canavial, cana, tanque, engenho. O Zé Bétio fugiu, lembrou alguém. Busca-se  o Zé Bétio, que toca o engenho e até sorri para a fotografia... a garapa alguém lembra... outro lembra da bola...

Quintal, poeira, bola, gargalhadas...

Na soleira da porta da sala ele observa e abençoa aquela turminha composta de netos, sobrinhos, filhos, amigos, e sorri com a alegria presente, com a felicidade existente...

A saudade do velho Chico me inunda...

Lágrimas... a música termina!

Respiro fundo e volto para os baldes, vassoura, brinquedos, beijos... mas estou feliz!!!

 

 

Escrito por Andreia Cecilia às 16h45
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Era uma noite fria, noite de lua cheia, noite de inverno...

 

“Tia vou ver o circo!” – me disse uma voz doce do outro lado da linha.

 

Quão maravilhosa foi a invenção do telefone, que em questão de segundos vence 600 km, transpassa a distância e nos aquece.

 

Aquela voz frágil e decida me contou por 8 minutos sobre um palhaço que me fez rir, sobre uma pipoca que salgou minha boca, sobre um refrigerante que refrescou minha alma.

 

Aqueles 08 minutos foram ternos, poucos, eternos... Foram tempo sem hora, sem lógica, foram...

Ficaram...

 

Escrito por Andreia Cecilia às 16h42
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10/06/2007


Sou Espelho????

Está sendo muito difícil aceitar e assimilar a responsabilidade que as palavras tem creditado em mim. Fico feliz em conseguir transmitir quando escrevo um pouco daquilo que sinto, mas confesso que isso é muito difícil, principalmente quando tenho que falar e não escrever.
          Não vejo escrever como um talento, não como eu escrevo. Os talentos, ainda estou sinceramente os procurando, quero realmente que minha aprendizagem seja luz, luz que transforme minha prática docente em prática de qualidade; porém simples de nada isso tem, muito pelo contrário, acredito que as reflexões podem me guiar por esse caminho, acredito que a faculdade pode me ajudar muito...
        Sei que vou conseguir, pois tenho Mestres excelentes em meu caminho, acredito no amor pela educação, (e embora haja controvérsia, pois ninguém é obrigado a concordar comigo).Acredito no amor pela educação, no amor pelo próximo, acredito na educação, acredito em mim, e quero a educação nas mãos e no coração como forma de transformação da sociedade, se não posso mudar tudo, posso transformar-me e transformar o espaço em que atuo.

Tenho que acreditar!!! Tenho que confiar!!!

Sou professora, sou espelho, sou mulher, sou espelho, sou vida, sou espelho...

Sou capaz de me colocar no lugar do outro embora isso nem sempre seja possível (sou humana), embora nem sempre seja fácil... mas sei que sou capaz, pois posso ir onde meus pés, meus pensamentos, meu coração quiserem me levar, e como acredito nessa força.

Poesia? Utopia? Não!

É acreditar em mim. É acreditar que com a alma e não somente com as palavras. É ter nas mãos ações, o principio para qualquer mudança, seja em mim, seja no meu espaço.

Andreia Cecilia

16:30hs.


 

Escrito por Andreia Cecilia às 15h59
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29/05/2007


10 Anos de Ausência / Presença de Paulo Freire

“O Mundo não está sendo. O mundo é”

 

 “Acreditando no inédito viável”

 

 

            A Recusa em se falar de Paulo Freire no passado, é porque ele é presente. Denotando a convicção do hoje e do amanhã, sua presença é viva em suas obras, em seus trabalhos.

            Paulo Freire na realidade Nacional encontrou o ser humano, dando o salto qualitativo entre liberdade e educação, com compromisso social, cidadania e responsabilidade política rompe com as armadilhas ideológicas, levando ao fim da inocência na Pedagogia, construindo o novo na realidade, fazendo uma Pedagogia centrada no sujeito.

            “Acreditando no inédito viável”, com lucidez de interpretação dos fatos do mundo, luta incessantemente pela liberdade e justiça.

            Encharcado de amorosidade projetava aos educadores a responsabilidade da transformação social, intitulando-os como “educadores profetas”. E o que é ser educador profeta? É um ser que busca a raiz dos seus problemas, buscando no tempo e no espaço a solução dos problemas, analisa o caos e projeta a transformação. À Professora Maria Stela Santos Graciani disse certa vez: “Somos como educadores profetas, olhamos para o caos e enxergamos a utopia. Ser educador profeta, é ser sujeito histórico, molhado de seu tempo. Nós somos educadores profetas”.

            Inspirador e operário de mutirões para construção de uma sociedade melhor, mais justa, mais igualitária, luta pela amorosidade partilhada, pela esperança no futuro, pela dignidade coletiva.

            Um homem feminino, onde feminino conota uma atitude frente à vida, incapacidade de não cuidar, incapacidade de não se preocupar com o outro, é a lógica do cuidador, é a incapacidade de desistir. É a incapacidade de achar que as coisas são como são e não há possibilidade de mudar. Aqui ser feminino não é privilégio da mulher, o homem pode ser feminino sem perder sua masculinidade.

            Recusar o prático para fazer o certo, forte característica de Paulo Freire. É mais pratico alfabetizar uma criança do que um adulto. Alfabetizar e dar consciência, pra quê? Porém o certo pode não ser prático. E para saber fazer o certo é preciso competência, é preciso formação competente. Não basta ficar na boa vontade.

            “Paulo Freire existiu e se distribuiu em vida” (Mário Sergio Cortella). Humilde , ele sabia que não sabia tudo e que não era o único modelo de saber.

            Para Freire o diálogo não é um método, é um principio ético, é ver o outro como principio de vida, de experiência, principio de amorosidade. O diálogo freiriano, parte do principio que ambos sabem. O diálogo surge de uma pergunta fonte de recíproca sabedoria. Assim acreditava que deveria ser o ato de ensinar, em torno das perguntas e não das respostas, dando a oportunidade de desvelar a verdade. Não apenas falou e escreveu sobre o diálogo como também o vivenciou, ouvindo e respeitando tudo e todos.

Escrito por Andreia Cecilia às 15h50
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Continuação

 

            Na educação é preciso cautela para não confundir novo com novidade. Novidade é moda, é volúvel e passa. O novo vem se instala e permanece. O pensamento de Freire é novo, porque seu trabalho não perdeu vitalidade. Seu pensamento é atual no sentido de guardar sua forma de ser novo, de continuar vivo no que fazemos e em suas obras.

            Sabia-se pequeno para poder crescer, sem para isso abaixar o outro, pelo contrário ele crescia com o outro.

            Como chefe não admitia, negligência, desesperança, desânimo. Usava de seriedade, não como sinal de tristeza. Freire não desanimava e impedia que as pessoas achassem que as coisas não tinham alternativas. Era líder nato, liderança ligada à atitude, uma virtude. O líder que corrige sem ofender, que orienta sem humilhar. Impregnando homens e mulheres do “inédito viável”.

            Estamos atrás do inédito viável, a utopia de Freire nos fala de algo que ainda não temos, mas viável. Algo que como professores, como educadores estamos em constante busca, pensando no que fazer e o que fazer com reflexão. E hoje fazer como Paulo Freire não é fazer como ele fez, mas sim fazer o que ele faria se estivesse no nosso lugar.

 

Andreia Cecília

29/05/2007

Teatro Tuca – PUC

Prof. Mario Sergio Cortella / Prof. Ana Maria Araújo Freire / Prof. Maria Stela Santos Graciani / Prof. Antonio Pizzoti / Prof. Maria da Graça Gonçalves / Prof. Ana Maria Saul

 

    

 

 

 

              

 

 

               

 

            

 

 

Escrito por Andreia Cecilia às 15h49
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10/05/2007


Crítica ao filme "A pata nada"

            Vivemos em um mundo que está em constante transformação, à rapidez em que as informações chegam e se transformam estão cada vez maiores, por isso precisamos considerar que o aluno que chega ao primeiro ano das séries iniciais, chega carregado de informações e conhecimentos, mesmo sem ter passado pela educação infantil.

            Em quase todos os lares (se não em todos) possuem um membro a mais, muito reverenciado, a televisão. Nosso aluno chega a antiga primeira série tendo assistido muito desenho, seriados, noticiários, filmes, novelas, etc., assim ele chega ao primeiro dia de aula senta-se e fica esperando, cheio de anseios, cheio de curiosidade, cheio de vontade, ás vezes medo, e nos muitas vezes começamos a aula dizendo “A pata nada.” Ou algo parecido que para o aluno não faz sentido algum.

            Entendo que a “A pata nada”, faz uma severa critica ao processo mecânico de alfabetização, quando não há envolvimento e nem compreensão da criança, e pior mostra a falta de conhecimento no processo da construção da escrita por parte do alfabetizador, ou seja, a professora (diga-se de passagem, era uma carrasca).

            Com “A pata nada”, vejo a leitura de mundo como fator primordial, essencial na educação, seja ela na educação infantil ou no ensino fundamental, não dá pra o aluno fazer de conta que sua mente está vazia e não dá para o professor “acreditar” que é o detentor do conhecimento, aquele que vai transmitir o saber, apenas transmitir. Então o que fazer?

Paulo Freire já havia nos dado a dica, se pra alguns ele já ficou no passado, temos atualmente Mario Carretero que nos ensina a identificar o conhecimento prévio, compreende-lo como conhecimento do aluno em determinado momento para refletirmos a forma como o aluno aprende como ele transforma seu conhecimento prévio, passando a ter um maior conhecimento sobre o assunto. Para isso é preciso levar em conta o esforço que o aluno faz para apreender, como eles encaram novos desafios. É importante entender o que o conhecimento prévio traz de significativo pra o aluno e saber utilizar de maneira a ajuda-lo externar seus conteúdos.

É importante contextualizar o conhecimento que o aluno traz com experiências ricas e reais. Oportunizar aos alunos do ensino fundamental recursos diferenciados que possibilitem novas formas de leitura de mundo. Garantindo através dessa leitura de mundo o processo reflexivo, vivenciando novas maneiras de se relacionar com os conteúdos programáticos pré-estabelecidos. Dando ênfase a leitura oral, visual e auditiva.

Na educação infantil é mais comum o professor trabalhar as diferentes linguagens, no entanto no ensino fundamental esse trabalho deve continuar sempre. Olhar a leitura de muitas maneiras, com criatividade e emoção. Embora seja difícil, e os recursos muitas vezes escassos, o professor com desejos de ser criativo e transformador vai conseguir realizar um bom trabalho mesmo diante das mais diferentes dificuldades.

A musica pode e deve ser um dos recursos de contextualização, de criatividade, uma outra forma de linguagem e conhecimento, carregada de rimas e poesias.

O professor pode utilizar a didática do teatro, da dramatização, usar da linguagem corporal. Fazer uso de fotografia, pois ela tem o poder de resgatar fatos históricos, a nossa própria historia, nos aproximar de pessoas que estão distantes, nos levar a lugares já vistos ou nunca visitado. Por meio desses recursos o professor pode trazer á tona discussões à respeito de culturas, raças, ética, valores, moral, política, economia e tudo o que a mente do professor e do aluno produzir.

E por fim, e não menos importante, o recurso da pintura (o que mais aprecio), o que leva a mente a imaginar, a indagar, refletir, observar, pesquisar, discutir, gera idéias, novos significados, novos sentimentos, seja pelas mais diferentes releituras, com os mais inusitados materiais (papel, areia, sementes, folhas, grãos, tecidos, tintas, serragens, barro, etc.).

A educação infantil ou o ensino fundamental pode ser prazerosos ou muito chatos, isso vai depender da vontade do professor em fazer a diferença.

Para o menino do filme “A pata nada” a alfabetização poderia ser muito mais divertida se tivesse partido dos interesses e conhecimentos prévios do aluno, como o futebol, as músicas dos comerciais. E se a professora estivesse feliz no seu papel de educadora, conhecendo sua função e seu papel a exercer, ela seria transformadora dessa alfabetização que seria mais colorida, mais lúdica, mais significativa.

Li uma critica na internet em que dizia: “a pata nada, mas também brinca”. Quero meu trabalho assim, uma gostosa brincadeira. É preciso cumpri o currículo, vamos cumpri-lo, porém vamos cumprir de maneira prazerosa, vamos cumprir brincando, quem sabe assim mostrando aos pequenos que o banco escolar pode também e é um lugar de satisfação, de descobertas, de novas alegrias. Pode até parecer inatingível, mas essa escola, a escola da diferença para o aluno é que eu quero participar, e como dizia Mário Quintana: “Se as coisas são inatingíveis... ora! Não é motivo para não querê-las... que tristes os caminhos, se não fora a presença distante das estrelas!”

 

 Andreia Cecilia - 30/11/2006

Escrito por Andreia Cecilia às 16h42
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Meus primeiros passos no mundo letrado...

            Como é bom relembrar! Voltar á infância e resgatar memórias que me foram muito importante.

            Fui iniciada no mundo letrado pelos meus pais. Desde muito pequena sempre tive uma bolsa, a qual chamava de “bornal” que continha um caderno e muitos lápis coloridos, não posso precisar quando, mas com eles aprendi meu nome e o de toda família, aprendi os números de 1 a 10, mesmo sem compreender a relação de quantidade que eles possuíam.

            Embora eu veja hoje muita gente falar que é errado iniciar a alfabetização muito cedo, para mim não foi.

            Meus pais quase não estudaram, sequer terminaram o primário, como dizem, e a vontade deles de me ver na escola foi pra mim grande incentivo.

            Eu sou da turma que cursou o prézinho da prefeitura, acordava cedo todos os dias, mas ia para escola com alegria, sempre sendo levada pela mão, ora por meu pai, ora pela minha mãe.

            Que alegria era vestir aquele uniforme vermelho, e saber que encontraria a “minha”professora Alaide.

            A professora Alaíde foi a primeira a me encantar, porque nos anos que se seguiriam viriam a professora Maria Heloísa (falecida), a professora Fátima e na quarta-série a professora Olinda (também falecida).

            Sempre gostei muito de estudar, e quanta magia essas professoras-mestras me mostravam.

            Me lembro de todos os professores que passaram por minha vida, alguns lembro apenas a fisionomia e o nome me escapa a memória, posso afirmar que muitos deixaram saudades, todos produziram suas marcas, algumas é fato não tão boas, mas todos deixaram um pedacinho deles aqui comigo.

            Poderia escrever muitas folhas falando de meus mestres, e por causa de muitos deles que estou aqui, cursando Pedagogia, onde o hall dos mestres só tem aumentado.

            Espero ser para meus alunos um pouco daquilo que os mestres foram na minha vida.

 

Andreia Cecilia

07/08/2006

Escrito por Andreia Cecilia às 15h50
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A Evolução da Educação

             Vejo a educação hoje quando comparada a 20 ou 30 anos atrás, com grandes e significativos progressos, com pontos a serem ajustados, mas a evolução é evidente.

            Hoje é a educação básica é assegurada a todos os cidadãos por lei. O que antigamente era apenas para poucos, pois muitos só tinham acesso a antiga escola primária (quando tinha) e para ascender para o ginásio (hoje Ensino Fundamental II), o aluno tinha que passar por testes para saber se era apto ou não a prosseguir com os estudos.

            A escola era rígida, sem afetividade, com muita disciplina, onde os professores despejavam seus conhecimentos sobre os alunos, que os decoravam, mesmo que para muitos não houvesse significado algum no que o professor falava.

            É verdade que perdemos na questão da disciplina, mas ganhamos o diálogo e o importante agora é que os alunos aprendam e contextualizem seus saberes, fazendo uso desses conhecimentos.

            Muitos eram reprovados e acabavam por desistir da escola; hoje a evasão escolar diminuiu muito, um dos fatores que influenciou essa queda é a progressão continuada, mal usada é verdade, mas digo que isso se resolve com formação docente.

            A escola, até mesmo pelos regimes políticos vividos na época, não se preocupava em formar alunos críticos, voltados para os problemas sociais, reflexivos e ativos. Hoje a escola tem essas preocupações, capacitando o aluno a ser transformador da sociedade em que vive.

            A educação ganhou muito nos últimos anos, porém essa evolução está apenas no começo, vivemos ainda em um processo de transformação. Transformação que passa pela aprendizagem significativa. E a aprendizagem significativa depende muito de como o professor conduz suas aulas.

            Falamos muito em conteúdo contextualizado, mas o que fazer quando não se consegue contextualizar o conteúdo?

            O professor precisa ser criativo, criar meios, recursos, metodologias que façam o aluno se interessar pelo conteúdo que está sendo aplicado. O professor deve criar atividades que sejam interdisciplinares, prazerosas, que levem o aluno a reflexão e por conseqüência ao fazer.

            Aqui caímos na questão da formação docente, quanto maior for sua formação mais facilidade ele terá em envolver seus alunos em situações de aprendizagem aparentemente sem interesse.

 

Andreia Cecilia

Avaliação Contextualizada          

Junho de 2006

Escrito por Andreia Cecilia às 15h34
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08/04/2007


 Quem sou eu? Por que as poesias me deixam em êxtase total e ao mesmo tempo melancolica? Estou em busca de respostas, no entanto só encontro mais poesias... mais melancolia…

Tenho vivido no momento uma relação dúbia com a educação, amor e ódio… meus sentimentos ainda estão muitos confusos, quando clarearem transcreverei-os aqui.

Estão aqui alguns versos de músicas que me emocionam, poesia doce, versos que neste momento parecem ter significado diferenciado na minha vida… A Educação, por que te descobri?????

“Abriu minha visão o jeito que o amor / Tocando o pé no chão alcança as estrelas / Tem poder de mover as montanhas / Quando quer acontecer / Derruba as barreiras / Para o amor não existem fronteiras / Tem a presa quando quer… /

Chamou minha atenção / A força do amor / Que é livre pra voar / Quer voar
Navegar outros mares… / … Sei, não é questão de aceitar / Sim, não sou mais um a negar / A gente não pode impedir / Se a vida cansou de ensinar / Sei que o amor nos dá asa … (Roupa Nova)


"Eu não posso mais ficar aqui a esperar … / …Estou sentado à beira de um caminho que não tem mais fim / Esse sol que queima no meu rosto um resto de esperança …/  Preciso acabar logo com isso / Preciso lembrar que eu existo /…

Vem a chuva molha o meu rosto e então eu choro tanto / Minhas lágrimas e os pingos dessa chuva se confundem com meu pranto / Olho pra mim mesmo, me procuro e não encontro nada / Sou um pobre resto de esperança na beira de uma estrada /… (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)"


 

Escrito por Andreia Cecilia às 07h30
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28/03/2007


Um Anjo...

Conheci um anjo, pequena, frágil e forte…

Conheci um anjo… que veio enlaçado no colo de uma Santa…

Conheci um anjo… imóvel, recolhido em sua oração interior…

Conheci um anjo que nunca me olhou, mas que deixou em minhas entranhas a profundeza de um olhar que não se explica…

Conheci um anjo… que veio vestido de verde… indagaram: “é palmerense?” Não!

O anjo veio vestido com a cor da esperança…

Esperança de vida… esperança de viver…

Conheci um anjo… por alguns momentos, alguns segundos esse anjo fez parte da minha história… tão pouco tempo, e quantos ensinamentos…

Conheci um anjo que me ensinou a acreditar quando todos já desacreditavam… que me ensinou a amar sem nada esperar… simplesmente a amar…

Conheci um anjo de cinco meses, que no dia seguinte ao nosso encontro foi levado embalado no colo da Nossa Mãe ao encontro de Deus…

Pois os anjos devem ficar junto Daquele que os concebeu a existência…

Conheci um anjo, de nome Luíza, que de tão especial, foi chamada por Deus…

 

Escrito por andreiacmello às 15h39
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BRASIL, Sudeste, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, Música, Arte e cultura

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